Crítica – Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

eternal-sunshine-of-the-spotless-mind

As pessoas quando adultas geralmente possuem aquele péssimo hábito de dizer: “como eu gostaria de esquecer as besteiras que fiz no passado.” Preferem apagar da memória os pecados, as mancadas, ou até mesmo os momentos bons, do que entendê-los e seguir em frente. Acreditam que a inocência da infância é sempre a melhor fase, pois estão alheias ao “terrível mundo” que as aguarda. A verdade, como é bem exemplificada em Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, é que não se pode esquecer os próprios erros, deve-se aprender com eles, tal qual uma criança aprende quando cai de joelhos no chão, ralando-o completamente.

Na trama do filme, acompanhamos a vida do casal Joel (Jim Carrey) e Clementine (Kate Winslet), que se conhecem num metro como naqueles comerciais cheios de romance que costumam (ou costumavam?) aparecer na época do Dia dos Namorados. Possuem gostos diferentes, atitudes diferentes, mas se apaixonam como se conhecessem há muito tempo. Anos se passam, e Joel tenta fazer uma surpresa para ela (adivinhem só) no Dia dos Namorados, apenas para descobrir que ela apagou suas memórias sobre ele. Chateado, Joel decide fazer o mesmo experimento com o doutor Howard (Tom Wilkinson). E é aí que a história fica interessante. E que não contarei aqui para estragar a experiência do filme. ;)

brilho eterno capacete

Apesar do leve tom de ficção científica – o capacete estranho da experiência, as explicações científicas a respeito do procedimento, as mudanças constantes nas memórias dos personagens -, o filme nada mais é do que uma comédia romântica. Vemos dentro da cabeça do protagonista tudo o que um casal em crise possui, e um pouco mais além: as humilhações, os momentos marcantes, as vitórias, e aquele lado que ninguém quer que você descubra, porque seria uma “invasão de privacidade”, quase como se o enxergassem nu.

E este é o ponto alto do filme, o fato de uns não conhecerem os outros por completo. Por medo, por insegurança, por vergonha, por orgulho, ou mesmo falta de vontade. Sempre existe aquela situação na qual dizemos que “achei que conhecia fulano, mas era mentira.” Será que o oposto não seria também verdadeiro? E se conhecesse, qual seria o problema?

brilho eterno

Sem entregar o ouro, Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças, independente do caráter romântico em que se pauta, traz uma reflexão interessante: nossas atitudes, ruins ou boas, marcantes ou trágicas, jamais devem esquecidas. São com elas que moldamos nosso caráter, são com elas que nos tornamos pessoas melhores, para que os mesmos erros não se repitam, e se caso aconteçam de novo, sabermos como agir. E assim como o casal central do filme, superar as dificuldades é deixar claro o que se passa por dentro, para que exista uma relação realmente verdadeira.

Curiosidade “Inútil”: em Looper – Assassinos do Futuro, há uma referência que o protagonista faz a este filme, vocês sabem qual é?

Assinatura_Willian_Marinho

Anúncios
Marcado com: , , , ,
Publicado em Post da Equipe

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: