Filmes Músicos – Parte 1

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Que tal aliar música, cinema e aquela banda/cantor que tanto amamos?! Isso é o que nos propõe a vasta gama de cinebiografias disponíveis no mercado. Algumas mais fiéis que outras, em forma de documentário ou drama ficcional, vale saber, nem que seja um pouco mais, daqueles artistas que tanto amamos ou conhecer outros que não fazem parte de nosso gosto musical mas que, de alguma forma, tiveram algum impacto no mundo artístico; seja por sua música, sua vida ou ambos. Foi difícil escolher, mas, entre os vários títulos disponíveis, aqui estão 5 não escolhidos ao acaso:

The Doors O filme dirigido por Oliver Stone retrata de forma emblemática o nascimento de um mito, de uma das maiores e melhores bandas da história: das praias de Venice, Califórnia, para os palcos do mundo. Descrito como um delírio exagerado de Oliver Stone (que recolheu mais de 350 depoimentos de 160 pessoas diferentes para fazer o filme) The Doors nasceu polêmico. Esnobado pela crítica (e pelos prêmios e indicações), é um clássico obrigatório. Para o fã do The Doors, para o maravilhado por Morrison, para os apreciadores do rock (e sua história), mas acima de tudo para o amante do cinema. Vale notar a transformação de Val Kilmer que, impressionantemente, toma as feições de Jim Morrison.

O Garoto de Liverpool A adolescência de John Lennon entre seus 15 e 20 anos, época em que descobriu o rock n’ roll, formou sua primeira banda (The Quarrymen) e conheceu Paul McCartney e George Harrison, é o foco desta cinebiografia . O drama pessoal do artista, criado pela tia mesmo vivendo próximo da mãe, vai construindo no jovem um sentimento ambíguo de independência e solidão, amor e amargura, que vão marcar as composições do ídolo musical. O foco central da trama não está no relacionamento de Lennon com os colegas de banda, ou a criação de músicas que os tornaram famosos; mas sim no relacionamento com Julia e Mimi, respectivamente a mãe que abandonou o menino e tia que o criou. Não encare o filme como uma obra definitiva sobre a vida do futuro John Lennon, mas como um atalho para entender quem é aquele garoto que alguns anos mais tarde diria que os Beatles eram mais populares que Jesus Cristo.

Johnny & June – Conta a história de Johnny Cash (Joaquin Phoenix), músico country que figura entre os nomes mais emblemáticos dos últimos 50 anos e que influencia o rock desde as suas raízes, além de retratar uma das histórias de amor mais belas do rock (o casal que viveu junto por mais de 35 anos). O filme nos mostra o início da luta de Johnny para seguir a carreira de cantor, seu vício que quase o destruiu, e a salvação através da paixão por June Carter (Reese Witerspoon, que ganhou o Oscar de melhor atriz por esse filme); e para quem não sabe os protagonistas foram escolhidos pelos próprios músicos para interpretá-los.

Cazuza – O Tempo Não Pára Baseado em uma biografia que a própria mãe do cantor escreveu, o filme faz um resumo ficcional da trajetória de Agenor de Miranda Araújo Neto, o Cazuza, que tocou na banda Barão Vermelho e depois seguiu carreira solo para provar outros sabores musicais.  O longa segue até a descoberta da AIDS, a viagem aos Estados Unidos e a rápida decadência física do cantor, diante dos olhos do seu público, culminando na morte em 1990. Daniel de Oliveira faz um excelente trabalho – principalmente cantando e dançando – foi aclamado pela crítica por sua interpretação apaixonada de Cazuza; o jeito malandro de cantor foi fielmente transposto para a tela, resultado de um árduo trabalho do ator. Cazuza – O Tempo Não Pára acaba por ser uma obra emocionante e extremamente gostosa de se acompanhar por não haver o lado sombrio da vida do cantor retratado. Há humor, há emoção, há belíssimas músicas, tudo o que um filme deve ter para fazer sucesso com o público. Vai ser difícil não se lembrar no futuro de algo tão marcante e inesquecível como o próprio cantor é até hoje.

Piaf – Um Hino ao Amor – A vida nem sempre é fácil, mas no caso de Edith Piaf, chegou a ser cruel. É o que nos mostra Piaf – Um Hino ao Amor, que conta sua vida desde os tempos de infância, quando fora abandonada pelos pais e criada pela avó paterna em um bordel, até a ascensão como uma das maiores (e melhores!) cantoras francesas de todos os tempos. Marion Cotillard (ganhadora do Oscar nesse papel) transforma o filme em uma obra-prima instantânea. Dona de um brilho inigualável, Marion encarnou Edith Piaf com extrema perfeição. Sua performance já nasce legendária como uma das maiores atuações da história do Cinema. Poucas vezes uma caracterização soou tão perfeita envolvendo infância miserável, desencontros amorosos, perdas, escândalos, doenças, grave dependência química à morfina e aparência de octogenária decrépita aos 47 anos – quando morreu; é difícil algum espectador se manter alheio à história trágica, aos desafios e sofrimentos incessantes que acompanham a personagem desde os primeiros momentos da sua vida até o derradeiro. A emoção é construída com romantismo, sinceridade e poesia.

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Publicado em Post da Equipe, Trilhas Sonoras
Um comentário em “Filmes Músicos – Parte 1
  1. favieremark disse:

    Republicou isso em Excêntrico Psicopata.

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